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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Expectativas


Esperar que as pessoas mudem, ou não mudem!

Certas características são singularidades de cada pessoa e por mais que elas te deem nos nervos algumas vezes, o melhor é aceitar e entender que mudanças não vão acontecer. 
Você também deve ter defeitos que pegam a veia dos outros, mas nem por isso pretende ser diferente. Como então aceitar as diferenças entre você e seus amigos/parentes sem se afastar, nem se sentir desconfortável perto deles?

Quanto mais exigimos que o mundo (incluindo as pessoas) tenha as características específicas que determinamos mais demonstramos fragilidades emocionais. Ser forte significa aprender a lidar com o mundo da forma que ele se apresenta. Mudar o que é possível mudar e conviver com o que não é possível mudar mas vale a pena manter. Existe uma frase característica do interior, dita por pessoas simples, mas que eu adoro: “Tá ruim, mas tá bom”. Isso significa que as coisas não estão perfeitas mas não ligamos, tocamos a vida mesmo com suas imperfeições.

Marisa de Abreu - Psicóloga
Fonte: marisapsicologa.com.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por que ler é ótimo!!



Trecho de O PAPEL DA LEITURA NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO 
Por Inajá Martins de Almeida

"A experiência nos diz que, quanto mais lemos, mais gostamos de ler, e quanto mais nos aprimoramos na leitura, mais autonomia temos para buscar nos livros a fonte de prazer e conhecimento.
Ler é tomar posse do livro. Livro que nos fala por meio das palavras. Palavras que vão tomando forma e cor, aos olhos atentos do leitor. Palavras que podem descobrir as vozes dos enredos, as cenas que desfilam através das entrelinhas do texto.

Jean Paul Sartre, extasiado com a interpretação que sua mãe fazia, ao contar-lhe histórias para embalar-lhe o sono, premia-nos com o texto:
As palavras, onde nos transporta, também, para aquele rosto que transformava-se a cada fala; para aquela voz que ele desconhecia e por fim, para aquela resposta aos porquês daquela performance:
daquele rosto de estátua saiu uma voz de gesso. Perdi a cabeça: quem estava contando? O quê? E a quem? Minha mãe ausentara-se: nenhum sorriso, nenhum sinal de conivência, eu estava no exílio. Além disso, eu não reconhecia sua linguagem. Onde é que arranjava aquela segurança? Ao cabo de um instante, compreendi: era o livro que falava. (1)  

Ler é reler, compreender e interpretar; pousar em cada palavra e desvendar seu mundo mágico. 


(1) SARTRE, Jean Paul – As Palavras. In: LOPES, Vera e LARA, Anésia:  Tudo dá trama: língua portuguesa: manual pedagógico 8ª série. Ed. Dimensão. Págs. 43-45.