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sábado, 2 de janeiro de 2016

Origem de termos e expressões com gato

" PULO DO GATO"


Essa expressão costumamos utilizá-la quando estamos nos referindo a uma espécie de segredo profissional ou segredo para resolver algum problema. Também significa uma manobra ou ação que faz safar-se de determinada situação. 
Mas qual a origem desse termo? 
De acordo com pesquisas vem da seguinte fábula: 
A onça queria devorar o gato, mas este era muito ágil nos seus pulos, e sempre escapulia. Ela preparou então um plano: fingiu-se amiga, e pediu ao gato que lhe ensinasse a pular. O gato concordou, e ensinou-lhe uma série de pulos. Quando a onça pensava que já conhecia toda a matéria, saltou sobre o gato para devorá-lo, mas este deu um pulo inédito, e escapou-lhe das garras.
A onça então protestou: “Esse pulo você não me tinha ensinado!”
“É claro que não”, respondeu o gato, matreiro, “O mestre nunca ensina tudo o que sabe!” 

Esse é o pulo do gato. Historinha é chocha, mas a expressão ficou…

Fonte: http://historiadoriso.com.br


"FAZER DE GATO-SAPATO" 

Como se sabe, “fazer gato-sapato de (alguém)” significa “maltratar, destratar, humilhar” ou ainda “submeter aos próprios interesses, transformar em joguete”. Bom, para essa expressão obtivemos dois resultados diferentes ao buscar sua origem:   
  1. Segundo nos conta o professor Ari Riboldi, no seu livro O Bode Expiatório, a origem seria a situação mais humilhante que poderia acontecer com um gato, ou seja, ser subjugado sob as patas de um cão, seu costumeiro e antigo rival. O gato 'sob a pata' ficaria, depois, sopata, como aconteceu com o 'sob o papo' que virou sopapo e 'sob o pé', que se transformou em sopé. Mas a expressão não vingou e o que se popularizou foi 'gato-sapato'. Embora também se encontre por aí a variação “gato e sapato”, que não deve ser considerada errada, é a forma “gato-sapato” que está na origem da expressão.
  2.  Já o Sérgio Rodrigues, no site da veja.abril.com.br diz que a palavra composta é o nome de uma velha brincadeira infantil,  atualmente caída em desuso. No jogo de gato-sapato, uma variação menos gentil da cabra-cega, uma pessoa, de olhos vendados, levava sapatadas das outras. 

 

"GATO PINGADO"

A expressão geralmente é usada para designar pequena quantidade de pessoas. Usa-se geralmente para dizer que um pequeno público compareceu a determinado evento.
Ari Riboldi também nos explica essa expressão no seu livro O Bode Expiatório: o termo estaria vinculado a uma pratica de tortura, no Japão, em que se derramava óleo fervente em criminosos ou animais, sendo os gatos as maiores vítimas. Poucas pessoas ficavam assistindo a essa macabra tortura, restando apenas os gatos pingados com óleo no local.
A expressão é tão comum que, no Rio de Janeiro, transformou-se em nome de personagem de charges. O cartunista Henfild, falecido em 1988, criou o Gato Pingado, simbolizando a torcida do América, sempre muito reduzida nos estádios.

 

"GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA"

Esse não precisa ser um expert no assunto para saber... é um ditado muito utilizado para dizer que quando um indivíduo faz alguma coisa e sofre com isso, jamais fará algo onde correrá o risco de voltar a se sentir da mesma maneira. 
Simples: Se o gato um dia se escaldou, nunca mais vai querer tomar banho. É conhecido o pavor que os gatos tem de banho, consequentemente, o gato que foi escaldado, ou seja, caiu água quente nele,  ele corre de qualquer água,  até de água fria, pois realmente já não sabe mais a diferença. Quando o gato tem medo, ele se torna precavido, pois sabe que se não foi bom uma vez, provavelmente não será novamente. Provérbio português.


E o que dizer da lenda que diz que o GATO TEM SETE VIDAS??
A revista Mundo Estranho respondeu a essa questão:

Ninguém sabe ao certo. "O mais provável é que eles ganharam a fama por causa do seu sistema imunológico eficiente - já notou que é difícil gato ficar doente? - e por sua exímia agilidade, que lhes permite cair sempre de pé", diz o zoólogo Carlos Alberts, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), especialista em comportamento animal. Mas por que sete e não outro número? O curioso é que a quantidade de vidas varia de uma parte do planeta para outra. Nos países de língua inglesa são nove, em vez de sete vidas. Os dois números têm um significado místico especial em diversas culturas e religiões. Na cabala, o sete é um dos algarismos de maior potência mágica e o nove não fica atrás, representando a vida e a abundância.
Ainda que seja impossível apontar a origem exata da lenda, acredita-se que ela esteja na Idade Média, quando se imaginava que as bruxas se associavam aos gatos, principalmente os pretos. Em 1584, no livro Beware the Cat (Cuidado com o gato), o escritor inglês William Baldwin dizia que "é permitido às bruxas possuírem o corpo do seu gato por nove vezes". 
Outro inglês, John Heywood, reuniu, em 1546, uma coletânea de provérbios, dos quais um dizia que "a mulher, assim como o gato, tem nove vidas". Já os árabes e turcos nada tinham contra os gatos (Maomé vivia cercado deles) e seus provérbios falam em sete vidas. É provável que tenham passado essa versão para espanhóis e portugueses na ocupação da Península Ibérica pelos mouros - que teve início no século VIII e durou quase 800 anos. A partir de Portugal, o mito das sete vidas felinas logo chegou ao Brasil.

(http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-origem-da-lenda-de-que-os-gatos-teriam-sete-vidas)


Até breve!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O gato e a meditação



Um grande mestre religioso, responsável por um dos mais importantes mosteiros de sua região, tinha um gato que era sua verdadeira paixão na vida. Assim, durante as aulas de meditação, mantinha o gato ao seu lado para desfrutar o máximo possível de sua companhia.
Certa manhã, o mestre – que já estava bastante idoso – apareceu morto. O discípulo mais graduado ocupou seu lugar.
Os monges começaram a pensar no que fariam com o gato. Então, numa homenagem à lembrança de seu antigo instrutor, o novo mestre decidiu permitir que o gato continuasse frequentando as aulas.
Alguns discípulos dos mosteiros vizinhos, que viajavam muito pela região, descobriram que, num dos mais afamados templos do local, um gato participava das meditações. A história começou a correr.
Muitos anos se passaram. O gato morreu, mas os alunos do mosteiro estavam tão acostumados com aquela presença que arranjaram outro gato.
Enquanto isso, os outros templos começaram a introduzir gatos em suas meditações: acreditavam que o gato era o verdadeiro responsável pela fama e qualidade do ensino daquele mestre que já havia partido, e esqueciam-se de que o antigo mestre era um excelente instrutor.
Uma geração se passou. E começaram a surgir tratados técnicos sobre a importância do gato nas meditações propostas por aquela doutrina.
Um professor universitário desenvolveu a tese – aceita pela comunidade acadêmica – de que o felino tinha a capacidade de aumentar a concentração humana e eliminar as energias negativas.
E assim, durante um século, o gato foi considerado parte essencial no estudo daqueles princípios religiosos naquela região.
Até que apareceu um mestre que tinha alergia a pelos de animais domésticos e resolveu tirar o gato de suas práticas diárias com os alunos.
Houve uma grande reação negativa, mas o mestre insistiu na decisão. Como era um excelente instrutor, os alunos continuaram com o mesmo rendimento escolar, apesar da ausência do gato.
Pouco a pouco, os mosteiros – sempre em busca de ideias novas, e já cansados de alimentar tantos gatos – foram retirando os animais das aulas.
Em vinte anos, surgiram novas teses revolucionárias com títulos convincentes como: A importância da meditação sem o gato.
Mais um século se passou, e o gato saiu por completo do ritual de meditação naquela região. Mas, foram precisos duzentos anos para que tudo voltasse ao normal, desde que nunca alguém havia se perguntado, durante todo esse tempo, o porquê do gato estar ali.
Um escritor, que depois de séculos tomou conhecimento dessa história, deixou registrado em seu diário a seguinte observação:
E quantos de nós, em nossas vidas, ousam perguntar: por que tenho de agir desta forma?
Até que ponto, naquilo que fazemos, estamos usando coisas ou ações inúteis, que não temos a coragem de eliminar ou questionar, porque nos disseram que essas coisas ou ações eram importantes para que tudo funcionasse bem?
* * *
Há muito a refletir com esta narrativa.
Lembremos de nossas manias, rituais, de nossas crenças arraigadas que nunca foram por nós questionadas, e pensemos se não são como o gato da história.
O homem novo precisa rever tudo aquilo em que acredita, e permitir que a razão lhe ilumine os passos, deixando as sombras da ignorância para trás.


Fonte: http://mac10producoes.com.br/fraternidade/novo/mensagens/o-gato-e-a-meditacao/

sábado, 31 de outubro de 2015

É Halloween

 
 

Dia das Bruxas

Para as bruxas este dia chama-se Samhain (pronuncia-se "souen"). Este festival dos antepassados é realizado na época da Roda Wiccaniana em que o véu entre os mundos é mais tênue a época de se ligar ao espírito e aos mais velhos.
Dentre as atividades tradicionais realizadas durante o Samhain estão a divinação, a veneração dos espíritos e a evocação do poder ancestral para cura e profecia. 
Para celebrar este anoitecer mágico acendiam-se fogueiras nas colinas encantadas nas quais residiam os espíritos. Aí moravam os espíritos dos ancestrais e deuses dos períodos mais remotos da história e da mitologia.
Pessoas que não participavam desses ritos mas temiam, não obstante, a presença de espíritos hostis na terra dos vivos, tentariam rechaçá-los assustando-os com máscaras grotescas talhadas em abóboras e iluminadas por dentro com velas. 
Samhain era uma noite de morte e ressurreição.
A tradição céltica diz que todos os que morrem a cada ano devem esperar até Samhain para atravessar o mundo dos espíritos, onde começarão suas novas vidas. A noite do dia 31 de outubro simboliza a nova vida, o começar de um novo ano; noite ideal para adivinhação quando o futuro pode ser mais facilmente visto por aqueles que possuem este dom.

Fonte: http://www.mensagenscomamor.com/mensagens_dia_bruxas.htm#ixzz3qBMKNAE2